No entanto, somente cem anos mais tarde começam a surgir propostas de modelos de átomos, impulsionadas pela de descoberta do elétron no final do século XIX, inicialmente, pelos trabalhos de Hendrik Lorentz, que sugeriu que a matéria era composta de cargas e , posteriormente, por Joseph Thomson que propôs que a matéria deveria apresentar cargas de aproximadamente 108 colombs por grama, que corresponde a uma carga de aproximadamente 104 vezes maior que a obtida na relação carga/massa pro íon hidrogênio. Essa proposição despertou interesse na determinação exata da carga do elétron que foi obtida em 1910 por Robert Millikan.
A primeira proposta de modelo atômico foi o trabalho de Thomson, que simplesmente inseriu cargas no átomo propondo que o mesmo deveria ser uma esfera positivamente carregada contendo cargas negativas homogeneamente distribuídas por toda sua extensão (Pudim de passas). Mesmo para época este modelo era demasiadamente simples e em apenas dois anos um novo modelo mais sofisticado surge das idéias de Ernest Rutherford.
Rutherford era aluno de doutorado de Thomson e já havia concluído alguns importantes trabalhos que serviram como subsidio para o desenvolvimento do seu modelo atômico. Estes trabalhos devem ser mencionados para que se tenha uma melhor compreensão da origem de suas idéias. Dois trabalhos merecem destaque:
• Primeiro foi a descoberta de que a radioatividade era composta por três distintos tipos de radiação: i) partículas α (alfa), carregadas positivamente e com massa superior a do elétron, mais tarde com a descoberta do nêutron, definida como He2+; ii) partículas β (beta), compostas de elétrons acelerados e; iii) radiação Ὑ (gama) ondas eletromagnéticas de alta energia.
• O segundo importante trabalho de Rutherford foi o bombardeamento de laminas metálicas delgadas com partículas α(alfa), inicialmente Rutherford observou que as partículas α atravessavam as laminas metálicas como estas fossem compostas de imensos espaços vazios. No entanto, ao deixar seu equipamento funcionando por um período mais longo, evidencio que uma pequena fração das partículas α, que eram enviadas em direção a lamina metálica sofria um desvio de sua trajetória. Aprimorou seu experimento e conseguiu estabelecer uma distribuição quantitativa destas partículas, mostrando que a quantidade de partículas desviadas diminuía com o aumento do ângulo de desvio de trajetória.

A partir de seus dados experimentais Ernest Rutherford estabeleceu em 1911, um modelo de átomo mais sofisticado do que o de Joseph Thomson, no modelo de Rutherford o átomo deveria ser uma esfera negativa (eletrosfera) contendo pouquíssima massa, enquanto em seu centro deveria existir uma núcleo positivo que contem praticamente toda a massa do atmo. Dessa forma a eletrosfera não impõe barreiras a passagem das partículas α, enquanto o núcleo sim, por ter grande massa desviar sua trajetória quando estas passassem suficientemente próximas dele a ponto de sentir repulsão eletrostática.
Referências
- Atkins; jones, L. Principios de Química.
- Edilson V. Benvenutti. Química inorgânica, 2a edição.
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